Na última quarta-feira, 19 de agosto, Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, no interior de São Paulo. Na porta da unidade, familiares e fãs esperavam o influenciador e presenciaram sua comemoração, que surpreendeu quem acompanhava.
A liberdade aconteceu após a Justiça aceitar um habeas corpus da defesa. Agora, Buzeira responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares. Os advogados questionaram o tempo da prisão preventiva, conseguindo a substituição da custódia após quase dez meses de detenção.
Assim que saiu do presídio, Buzeira se ajoelhou para celebrar. Ele postou o momento na internet com a legenda: “Eu volteeeeeeeeeei. Obrigado Deus”. A esposa do influenciador, Hillary Yamashiro, também celebrou a notícia escrevendo: “Obrigada Jesus”.
Entenda a prisão de Buzeira
O influenciador tornou-se alvo da Polícia Federal na Operação Narco Bet, iniciada em outubro de 2025. A PF investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas, utilizando plataformas de apostas e outras transações para movimentar a verba.
Buzeira foi preso em Igaratá, no interior paulista. Além da Narco Bet, ele responde a processos por suspeita de associação criminosa, tráfico de drogas, exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro, embora a defesa negue a participação dele no esquema.
Anteriormente, em junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado um pedido de liberdade. Naquela ocasião, a Quinta Turma manteve a prisão, apesar de os advogados alegarem que não havia provas suficientes e que a soltura não atrapalharia as investigações.
Movimentações suspeitas
De acordo com a Polícia Federal, a empresa Buzeira Digital recebeu R$ 19,7 milhões de Rodrigo de Paula Morgado, apontado como operador financeiro do grupo. O valor direto para a empresa do influenciador chamou a atenção dos agentes.
A PF ainda apurou que Morgado estaria envolvido no envio de cocaína para a Europa. O esquema usaria empresas e sites de apostas e rifas on-line, vendidas como sorteios e promoções, para esconder e movimentar o dinheiro ilegal.
Com informações de O Fuxico.