A Stellantis, grupo controlador das marcas RAM e Fiat, comunicou a abertura de um processo de recall no mercado brasileiro para o modelo RAM 1500. A medida foi tomada após a detecção de irregularidades nos cintos de segurança do veículo. Anteriormente, em julho, já havia sido divulgado que a mesma falha técnica afetou cerca de 1,5 milhão de unidades da picape em países da América do Norte.
De acordo com o comunicado oficial emitido pela montadora, “foi identificada a possibilidade de falha na fixação dos cintos de segurança do banco traseiro, que pode, eventualmente, ocasionar a falta de retenção dos ocupantes do veículo em caso de frenagem brusca ou acidente, consequentemente, potencializando a ocorrência de danos materiais, físicos ou até mesmo fatais”.
A recomendação da empresa para os proprietários das 5.810 unidades impactadas no Brasil é que entrem em contato com uma concessionária autorizada da marca RAM para realizar o agendamento da inspeção técnica. Caso a falha seja confirmada durante a análise, a equipe técnica efetuará a fixação correta dos cintos de segurança destinados aos passageiros do banco traseiro.
A Stellantis informou que tanto a inspeção quanto o eventual reparo do componente são totalmente gratuitos para o consumidor. A estimativa da fabricante é que o procedimento de correção seja concluído em aproximadamente 30 minutos. O recall abrange as unidades da RAM 1500 fabricadas entre os anos de 2021 e 2026, especificamente os chassis compreendidos no intervalo MN542089 a T4190489.
Em escala global, a agência Reuters reportou em julho que a Stellantis realizaria a convocação de mais de 1,5 milhão de picapes 1500 devido ao mesmo problema. A campanha internacional engloba modelos produzidos entre 2019 e 2026, distribuídos da seguinte forma: 1,27 milhão de veículos nos Estados Unidos, 156 mil no Canadá, 15 mil no México e aproximadamente 75 mil unidades em outras regiões fora da América do Norte.
O defeito identificado, que é idêntico ao encontrado nas unidades vendidas em território brasileiro, localiza-se nos pontos de ancoragem dos cintos de segurança da segunda fileira de assentos. O problema concentra-se especificamente nas fivelas do cinto central e do cinto do passageiro localizado à esquerda, posicionado logo atrás do condutor.
Conforme as informações repassadas pela agência Reuters em julho, “o problema pode afetar o desempenho do sistema de cintos de segurança da segunda fileira de bancos e aumentar o risco de ferimentos aos ocupantes. A Stellantis tem conhecimento de um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito que motivou o recall, mas não há registro de mortes”.
Com informações do G1