Tóquio testa robôs para coleta de lixo na estação mais movimentada do mundo

A estação de trem de Shinjuku, localizada em Tóquio e reconhecida como a mais movimentada do planeta, iniciou a fase de testes de robôs destinados à coleta de resíduos. O objetivo principal da medida é otimizar a limpeza e reduzir a demanda de trabalho manual da equipe de manutenção local.

O projeto foi divulgado nesta sexta-feira (18) pela companhia ferroviária JR East. De acordo com o cronograma estabelecido, a fase experimental de operação das máquinas deve seguir até o final do mês de novembro.

Imagens e vídeos capturados pela agência AFP mostram três robôs, cada um com pouco mais de um metro de altura, operando nos corredores subterrâneos da estação. As máquinas se deslocam a uma velocidade constante de 20 centímetros por segundo, recolhendo os detritos e transportando-os até os funcionários encarregados da remoção final.

“Queríamos testar até que ponto algo assim pode operar de forma automática e segura em um ambiente como a estação Shinjuku”, afirmou Shinya Kawamichi, chefe de pesquisa da JR East, em entrevista à AFP.

A estação de Shinjuku é um gigante da infraestrutura urbana, recebendo diariamente mais de 2,7 milhões de passageiros. Devido a esse fluxo massivo, o local detém o recorde mundial do Guinness como a estação ferroviária mais movimentada da Terra.

Na área sob gestão da JR East, a demanda por limpeza é altíssima, exigindo que as lixeiras sejam esvaziadas manualmente mais de dez vezes por dia. Mesmo sendo um complexo vasto, com dois pavimentos acima do solo e uma rede extensa de passagens subterrâneas, esse trecho específico conta com apenas sete lixeiras destinadas a resíduos comuns e recicláveis.

A redução no número de lixeiras ocorreu nos últimos anos, motivada por questões de higiene e segurança. Apesar disso, passageiros japoneses relatam que as estações permanecem limpas, pois há um hábito cultural forte de as pessoas levarem seu próprio lixo para casa.

O período de testes servirá para analisar a eficiência dos robôs em corredores com alta densidade de pessoas, verificando se a operação automática consegue ser mantida com total segurança para os usuários do sistema ferroviário.

Com informações do G1

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