Muitas pessoas acreditam que qualquer tipo de endividamento é prejudicial, mas a realidade econômica mostra que nem todo empréstimo é ruim. A distinção entre a chamada “dívida boa” e a “dívida ruim” não possui um caráter moral, mas sim financeiro, e compreender essa diferença é fundamental para a saúde do bolso do brasileiro.
A dívida boa é aquela classificada como investimento. Ela ocorre quando o crédito é utilizado para ampliar a geração de renda ou para a construção de patrimônio. O ponto crucial aqui é que o retorno financeiro esperado desse investimento deve ser superior ao custo dos juros pagos pela operação. Um exemplo comum é o financiamento de um curso de especialização ou a expansão de um pequeno negócio, onde o aumento do salário ou do lucro compensa o valor do empréstimo.
Por outro lado, a dívida ruim é aquela contraída para antecipar o consumo de bens que não geram valor futuro. Geralmente, esse tipo de endividamento é utilizado para adquirir produtos de consumo imediato, cujos juros tendem a crescer em um ritmo mais acelerado do que a renda do indivíduo. Isso gera uma pressão direta sobre o orçamento mensal, comprometendo a capacidade de pagamento e reduzindo a qualidade de vida.
No cenário atual do Brasil, o endividamento caro e a falta de planejamento financeiro são pontos de preocupação para economistas. Quando grande parte da população compromete sua renda com dívidas de consumo com juros elevados, o poder de compra diminui. Como consequência direta, o consumo interno pode perder força, o que impacta negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) e pode fazer com que a economia nacional deixe de crescer.
Portanto, o problema central não reside no fato de possuir uma dívida, mas sim na forma como esse crédito é gerido. Saber diferenciar o crédito produtivo do crédito de consumo é o primeiro passo para evitar o superendividamento. Através de educação financeira, é possível utilizar as ferramentas do mercado financeiro a seu favor, garantindo que o custo do dinheiro não supere os ganhos obtidos.
Para simplificar esses conceitos de economia e mercado financeiro, o g1 Explica traz semanalmente conteúdos que desmistificam a educação financeira, mostrando de maneira prática como as oscilações dos índices e a política monetária afetam diretamente o seu bolso.
Com informações do G1