No litoral paraense, comunidades que vivem da pesca, do açaí e do extrativismo demonstram a força da bioeconomia. O doutorando Jorge Alexandre Melo da Silva, da Universidade Federal do Pará (UFPA), está pesquisando na Reserva Extrativista Marinha de Mocapajuba para entender como essas atividades geram renda e sustento às famílias, ao mesmo tempo em que contribuem para a conservação da floresta.
A reserva, com cerca de 21 mil hectares no município de São Caetano de Odivelas, abriga 25 comunidades que dependem diretamente da natureza. As principais cadeias produtivas são a pesca, o caranguejo, o açaí, o mel e o cultivo de ostras.

O estudo, selecionado pelo Programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro, tem três eixos: as cadeias produtivas locais, as políticas públicas e a governança, tanto institucional quanto comunitária. Jorge coletará dados conversando com moradores, pescadores e lideranças locais.
O objetivo é criar uma cartilha socioprodutiva e um banco de dados online, gerido pela associação de moradores, para sistematizar o conhecimento tradicional e científico, documentar as práticas e os desafios das comunidades. “Acredito que esse trabalho pode contribuir para valorizar a sociodiversidade da região, fortalecer as iniciativas de bioeconomia e apoiar a conservação dos recursos naturais da Amazônia”, afirma o pesquisador.
“A minha pesquisa procura entender como as comunidades que vivem dentro da reserva extrativista utilizam esses recursos naturais para garantir sua renda e sustento. E como essas atividades podem contribuir para fortalecer a bioeconomia e também para a conservação da sociobiodiversidade dessas regiões”, resume Jorge.

Com informações do Portal Amazônia.