Representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) entregaram ao governo federal uma carta de sete páginas que, embora reconheça avanços nas políticas públicas, cobra urgência na demarcação e proteção dos territórios indígenas.
O documento, intitulado ‘Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida’, destaca a importância do apoio do movimento indígena para a ‘reconstrução de condições de institucionalidade e democracia’ e cita a criação do Ministério dos Povos Indígenas, a presença de indígenas em posições de destaque e a retomada do diálogo como pontos positivos.
“É preciso reconhecer que houve mudanças importantes neste período”, diz a carta. No entanto, os indígenas argumentam que as ações ainda são insuficientes para responder à “urgência histórica” e à “dívida do Estado brasileiro com os nossos povos”.
A carta aponta um cenário preocupante de aumento de invasões, violência e criminalização de lideranças e organizações indígenas. Os representantes cobram medidas em seis áreas cruciais: demarcação e proteção de territórios, consulta e autodeterminação, orçamento e governança, segurança e bem-estar, clima e transição ecológica, e memória, reparação e futuro dos povos.
“Houve reconstrução de parte da institucionalidade e mudanças no discurso, mas a proteção concreta dos territórios e da vida dos povos indígenas ainda precisa ganhar consistência e continuidade”, afirma o documento.
Com informações do Portal Amazônia.