Veto chinês impede Meta de adquirir startup de IA Manus, sediada em Singapura, mas com raízes no país
A China bloqueou nesta segunda-feira (27) a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta, empresa dona do Facebook e do Instagram. A Manus, embora sediada em Singapura, possui raízes chinesas.
Em nota, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China – principal órgão de planejamento do país – informou que proíbe a aquisição estrangeira da Manus e exige que todas as partes envolvidas desistam do acordo. A comissão não mencionou a Meta pelo nome.
A decisão foi tomada pelo Escritório do Mecanismo de Trabalho para Revisão de Segurança de Investimento Estrangeiro da comissão, com base nas leis e regulamentos chineses. A medida ocorre após as autoridades chinesas anunciarem, no início deste ano, que investigariam o negócio.
A Meta anunciou a aquisição da Manus em dezembro, em um movimento incomum de uma grande empresa de tecnologia americana comprando uma companhia de IA com fortes vínculos com a China. O acordo, em várias etapas, ampliaria as ofertas de IA nas plataformas da Meta. A empresa havia afirmado que não haveria “nenhum interesse de propriedade chinesa” na Manus após o fechamento do negócio, e que a startup encerraria seus serviços e operações na China.
Ainda assim, em janeiro, o governo chinês anunciou que investigaria se a aquisição estaria em conformidade com suas leis e regulamentos. O Ministério do Comércio da China declarou, na época, que qualquer empresa envolvida em investimentos no exterior, exportação de tecnologia, transferência de dados e aquisições transfronteiriças deve cumprir a legislação chinesa. A Meta havia informado que a maioria dos funcionários da Manus estava baseada em Singapura.
Em resposta, a Meta afirmou que a transação “cumpriu integralmente as leis aplicáveis” e disse esperar “uma resolução adequada para a investigação”. A comissão chinesa não detalhou os motivos do veto.
Com informações do G1