Itaú Unibanco terá Diogo Guillen, ex-diretor do Banco Central, como seu novo economista-chefe a partir de julho de 2026
O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (28) a nomeação de Diogo Guillen, ex-diretor do Banco Central do Brasil, como seu novo economista-chefe, com início previsto para 1º de julho de 2026. Ele sucederá Mário Mesquita, que ocupou o cargo por quase uma década, liderando as áreas de Macroeconomia e Research.
Guillen, formado pela PUC-Rio e doutor pela Universidade de Princeton, atuou como diretor de Política Econômica do Banco Central entre 2022 e 2025, após um período na área econômica da Asset do próprio Itaú (2015-2021). Sua chegada ao banco ocorre após o cumprimento do período de quarentena padrão para ex-funcionários do setor público.
A transição será acompanhada por Mário Mesquita, que continuará como consultor, auxiliando na adaptação da nova liderança. Durante sua gestão, Mesquita fortaleceu a reputação do Itaú em análises econômicas, consolidando a equipe de macroeconomia e reestruturando a área de research. Segundo o banco, “Ao longo de sua trajetória no banco, Mário desempenhou papel central no fortalecimento da reputação do Itaú em análises econômicas, liderando a consolidação do time de Macro e a reestruturação do Research, sendo reconhecido pela profundidade, equilíbrio e credibilidade junto a clientes e investidores, no Brasil e nos mercados internacionais”.
A atuação de Guillen no Banco Central, entre 2022 e 2025, foi marcada por um perfil técnico e discreto, com foco na formulação de cenários e no suporte às decisões de política monetária. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ele coordenou análises de inflação, atividade econômica e expectativas de mercado – informações cruciais para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic.
Sua gestão coincidiu com um período de transição na política monetária, que ia do ciclo de alta de juros pós-pandemia para o debate sobre o início dos cortes na taxa básica. Nesse contexto, a diretoria teve papel relevante na construção do cenário base utilizado pelo BC para calibrar o ritmo e o momento das mudanças nos juros. Guillen foi um dos últimos diretores indicados no governo Bolsonaro, beneficiando-se da autonomia do Banco Central, que garante mandatos fixos de quatro anos aos seus ocupantes.
A nomeação de Guillen reforça o compromisso do Itaú com a excelência em análises econômicas e a capacidade de oferecer insights relevantes para seus clientes e investidores.
Com informações do G1