Uma expedição inovadora está percorrendo comunidades do Pará, com um forte protagonismo feminino e foco no turismo de base comunitária. O projeto ‘Quase Nativa – Expedição Amazônia Paraense’ articula uma rede de comunidades locais lideradas por mulheres nas ilhas, quilombos e praias da Amazônia paraense, unindo preservação ambiental, geração de renda e troca cultural.
A iniciativa propõe um turismo consciente, onde os visitantes se hospedam nas casas dos moradores, aprendem com a cultura local e respeitam o território. De 9 a 14 de novembro, o grupo percorrerá a Ilha do Marajó, com experiências como carimbó, tacacá e rodas de conversa.

A força motriz do projeto são as mulheres que habitam e guardam esses territórios, atuando como anfitriãs, instrutoras e lideranças. Para Júlia Leão Monteiro, uma das idealizadoras, ocupar esse espaço e girar a renda entre mulheres negras e periféricas é fundamental.
Fabrícia Marques, instrutora de carimbó, destaca o impacto do projeto em sua vida, proporcionando trabalho, renda e a oportunidade de mostrar a cultura marajoara. Noemi Barbosa, liderança quilombola, ressalta a importância do respeito à história e cultura local por parte dos visitantes.
O projeto é potencializado por uma parceria com o SER e conta com apoio de diversas fundações e bancos, que oferecem formações em turismo e inglês para as mulheres da rede, além de equipamentos de segurança.
Quase Nativa é um projeto de turismo de base comunitária que coloca as comunidades no centro, valorizando os saberes tradicionais e promovendo um turismo regenerativo na Amazônia paraense.
Com informações do Portal Amazônia.