Acordo UE-Mercosul: o que muda na economia da Amazônia?

Entrou em vigor nesta sexta-feira (1º) o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, um dos maiores tratados comerciais negociados pelos dois blocos. A expectativa é de impacto direto na Amazônia, incentivando atividades econômicas sustentáveis e aumentando a pressão internacional por preservação ambiental.

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirma que o acordo pode transformar a inserção da Amazônia no comércio internacional, hoje concentrada em poucos produtos. O tratado abre caminho para a ampliação de exportações ligadas à sociobiodiversidade, como frutas amazônicas, cacau, pescado e itens da bioeconomia, produtos com demanda crescente no mercado europeu.

“O acordo representa uma oportunidade de diversificar e sofisticar a inserção da Amazônia no comércio internacional. Isso inclui desde alimentos diferenciados, como frutas amazônicas, cacau e pescado, até produtos da bioeconomia. O mercado europeu tem forte demanda por bens sustentáveis, rastreáveis e de qualidade, o que cria oportunidades concretas para produtores locais acessarem nichos mais valorizados”, afirmou a embaixadora.

Além do impacto econômico, o acordo pode gerar efeitos sociais relevantes, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis e ampliando oportunidades para comunidades tradicionais e mulheres empreendedoras. A expectativa é também de aumento de investimentos na região, especialmente em atividades que agreguem valor à produção.

Acordo entre União Europeia e Mercosul pode transformar economia da Amazônia, avalia embaixadora
Embaixadora da União Europeia no Brasil Marian Schuegraf. Foto: Luara Baggi/MCTI

Para a União Europeia, o acordo tem um papel estratégico na preservação ambiental da Amazônia, criando incentivos econômicos para a conservação. A lógica é que manter a floresta em pé pode ser mais vantajoso do que atividades associadas ao desmatamento.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário