Caixa tem lucro de R$ 3,5 bilhões no 1º trimestre, queda de 34,4% em um ano

Lucro da Caixa cai 34,4% no 1º trimestre de 2026, mas avança em relação ao trimestre anterior. Veja os detalhes!

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme relatório da administração divulgado nesta quinta-feira (14). Em contrapartida, o lucro do banco estatal avançou 25,4% em relação aos três últimos meses de 2025.

A carteira de crédito da Caixa encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 1,41 trilhão, com um aumento de 11,3% em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelos financiamentos imobiliários, que subiram 13,9%, e pelo agronegócio, com uma expansão de 2,2%.

Apesar do crescimento da carteira de crédito, o índice de inadimplência acima de 90 dias apresentou alta, atingindo 3,71%, um aumento de 1,22 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. A provisão para perdas com inadimplência também teve um aumento significativo, alcançando R$ 6,51 bilhões, um avanço de 211,5% na comparação anual, o que impactou o lucro do banco.

O Índice de Basileia, que mede a capacidade dos bancos de absorver perdas, ficou em 15,1%, ligeiramente abaixo dos 15,3% registrados no primeiro trimestre de 2025. A margem financeira da Caixa alcançou R$ 18,3 bilhões, com um aumento de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 4,2% em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo aumento das receitas com operações de crédito.

No crédito comercial, a carteira de pessoas físicas somou R$ 154,9 bilhões, com um aumento de 10,4%, sendo o consignado o principal responsável por esse crescimento, representando 73,7% do total, com um saldo de R$ 114,2 bilhões. A carteira de pessoas jurídicas totalizou R$ 114,3 bilhões, com um avanço de 8,8%. O banco também destacou a atuação no crédito ao trabalhador, cujo saldo alcançou R$ 5,1 bilhões.

Com informações da agência de notícias Reuters.

Com informações do G1

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