O Instagram anunciou, nesta quinta-feira (14), a implementação de uma nova ferramenta de segurança voltada para a proteção de menores de idade. A plataforma passará a enviar alertas para pais e responsáveis sempre que adolescentes realizarem buscas “repetidamente” por termos relacionados a suicídio e automutilação.
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A funcionalidade será destinada exclusivamente aos responsáveis que já possuem a supervisão parental ativada no aplicativo. De acordo com a Meta, empresa controladora do Instagram, o recurso será lançado no Brasil na próxima semana, além de ser disponibilizado na União Europeia e na Índia.
A Meta ressaltou que “a grande maioria dos adolescentes” não realiza esse tipo de pesquisa na rede social. No entanto, a empresa explicou que, quando essas buscas ocorrem, a plataforma já atua bloqueando os resultados e direcionando o jovem para canais de apoio e ajuda especializada.
O objetivo central dos novos alertas é garantir que a família seja informada rapidamente sobre comportamentos de risco, permitindo uma intervenção precoce. As notificações serão enviadas por meio de e-mail, SMS ou WhatsApp, dependendo dos dados de contato cadastrados, além de aparecerem diretamente no aplicativo do Instagram.
Este sistema de monitoramento já estava em operação em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido, e agora é expandido para o mercado brasileiro como parte de um pacote de medidas de segurança digital para jovens.
Além do sistema de alertas, a Meta revelou na última semana que passará a utilizar Inteligência Artificial (IA) para verificar a idade de seus usuários no Instagram e no Facebook. A tecnologia analisará imagens para identificar se a pessoa é menor de idade, observando características como a estrutura óssea e a altura.
A empresa enfatizou que o sistema não utilizará reconhecimento facial, diferenciando-se de outras redes sociais que exigem selfies ou documentos de identidade. A medida surge em resposta à pressão global por maior rigor na segurança de crianças e adolescentes no ambiente online, especialmente para evitar que menores de 13 anos mantenham contas nas plataformas.
Com informações do G1