Agenor Martins de Carvalho, conhecido como o ‘advogado dos pobres’, tornou-se um nome emblemático na luta pelos direitos de sem-teto e sem-terra em Rondônia. Goiano de nascimento, ele se estabeleceu em Porto Velho na década de 1970, dedicando sua carreira a defender as camadas mais vulneráveis da população contra a violência de latifundiários e a negligência do Estado

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Sua atuação foi decisiva em causas coletivas de reintegração de posse, incluindo a vitória unânime no STF para 900 famílias na capital. Além de Porto Velho, Agenor atuava intensamente ao longo da BR-364, defendendo colonos em Cacoal e comunidades em Pimenta Bueno, enfrentando ameaças constantes de jagunços e milícias locais

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O custo de sua combatividade foi fatal. Na madrugada de 9 de novembro de 1980, Agenor foi assassinado a tiros em sua residência, no centro de Porto Velho. O crime foi fruto de um conluio entre poderosos da região, como o seringalista José Milton de Andrade Rios, que via nas ações jurídicas do advogado um obstáculo para a apropriação de milhares de hectares de terra

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A morte de Agenor repercutiu nacionalmente, com denúncias do então deputado Ulysses Guimarães sobre a violência agrária no território. Hoje, seu legado permanece vivo na memória de Rondônia, com seu nome batizando um bairro, uma rua e um presídio na capital, lembrando a frase dita por um homem simples no dia de seu enterro: “Isso que dá defender pobre”.
Com informações do Portal Amazônia.