Governo trabalha para reverter veto da União Europeia à carne brasileira

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (8) que o governo federal está empenhado em reverter a decisão da União Europeia (UE) de proibir a importação de carnes produzidas no Brasil. A declaração ocorreu durante a abertura da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

“O trabalho será feito para retirar esse embargo tanto do frango, quanto do porco, quanto dos bovinos”, explicou Alckmin, destacando a atuação direta do presidente Lula para solucionar a questão diplomática e comercial.

O veto, publicado na última sexta-feira (5), estabelece que o Brasil ficará proibido de exportar carnes para o bloco europeu a partir de 3 de setembro deste ano. De acordo com o documento oficial, a exclusão do Brasil ocorreu devido à falta de apresentação de informações necessárias à Comissão Europeia para comprovar que a produção nacional atende às exigências da UE sobre o uso de antimicrobianos.

Os antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais, podendo, em alguns casos, atuar como promotores de crescimento. Na lista de 2024, o Brasil possuía autorização para exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de mel, peixe e tripas. No entanto, a nova atualização manteve a autorização para outros parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Apesar do cenário com a União Europeia, Alckmin ressaltou avanços em outros mercados estratégicos para a balança comercial brasileira. “A boa notícia é que a China reconheceu o Brasil como isento de febre aftosa sem vacinação. E a outra os Estados Unidos, a carne está totalmente fora de qualquer tarifa”, afirmou o vice-presidente.

Além da pauta de exportações, o governo anunciou a ampliação de linhas de crédito para estimular a produção no campo e a logística. O programa Brasil Soberano 2 contará com R$ 15 bilhões em crédito, com a flexibilização do acesso: a exigência de faturamento impactado por exportações caiu de 5% para 1%.

“Então quem tiver 1% atingido na sua exportação, ou fornecedor para empresa que exporte, tem acesso ao crédito. Pode ser capital de giro, bens de capital ou investimento, são R$ 15 bilhões”, detalhou Alckmin.

Outra medida relevante é a ampliação do Move Agrícola, que agora disponibiliza R$ 14 bilhões (anteriormente R$ 10 bilhões) com juros competitivos de aproximadamente 9% ao ano para a compra de tratores e colheitadeiras. O governo também lançou um programa de renovação de frota de R$ 21,1 bilhões, sendo R$ 19,1 bilhões destinados a caminhões e R$ 2 bilhões a ônibus, com redução da taxa de juros do Finame de mais de 20% para 12%.

Com informações do G1

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