Um estudo científico comprovou a eficácia do Bolsa Verde na redução do desmatamento na Amazônia. A derrubada de floresta primária caiu 30% nos assentamentos e unidades de conservação participantes do programa, entre 2011 e 2016.
A pesquisa, publicada no Journal of Environmental Economics and Management, revela que o Bolsa Verde evitou o desmatamento de 22,6 mil hectares e 8,3 milhões de toneladas de emissões de gás carbônico entre 2012 e 2015. O custo para evitar cada tonelada de emissão foi de apenas 8,6 dólares, um valor significativamente menor que a média do mercado internacional.
“Nossas estimativas sugerem que as emissões evitadas custaram cerca de 8,6 dólares por tonelada, um resultado excepcional de custo-benefício em comparação com a maioria das ações climáticas”, avalia Po Yin Wong, pesquisadora da Universidade Queen Mary, em Londres, e principal autora do estudo.

O programa, que beneficiava famílias em extrema pobreza, funcionou como um complemento à fiscalização, alcançando áreas de difícil acesso e fortalecendo a governança ambiental nas regiões atendidas. O Bolsa Verde foi retomado em 2023, com valor dobrado e maior abrangência geográfica.
O estudo analisou dados de 317 áreas e 21 mil famílias beneficiadas, utilizando imagens de satélite, informações do INPE, CAR, Ibama e ICMBio, além de dados socioeconômicos.
Com informações do Portal Amazônia.