O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posaram juntos para fotografias oficiais nesta terça-feira (16), durante a cúpula do G7, realizada na cidade de Evian, na França. Apesar da proximidade física nas imagens, não houve interação direta entre os dois líderes, conforme registrado por agências de notícias.
O encontro ocorreu em dois momentos: primeiro na tradicional “foto de família” e, posteriormente, antes de um jantar de gala. A imagem conjunta chama a atenção do mercado e da diplomacia por acontecer em um período de forte tensão comercial. O governo de Donald Trump implementou novas tarifas de importação contra produtos brasileiros, medida que impacta a balança comercial e gera incertezas sobre o fluxo de exportações do Brasil para a maior economia do mundo.
A chamada “foto de família” é um protocolo diplomático comum em reuniões de chefes de Estado. O objetivo é criar um símbolo visual de unidade e cooperação global, reunindo todos os participantes em um único registro, independentemente das divergências políticas ou econômicas existentes entre as nações.
Além de Lula e Trump, a fotografia reuniu líderes de peso, como o presidente da França, Emmanuel Macron, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e a chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. Também estiveram presentes representantes do Canadá, Japão, Reino Unido, Índia, Coreia do Sul, Egito, Quênia e a liderança da União Europeia, representada por Ursula von der Leyen e Antonio Costa.
Um detalhe notado pelos observadores foi a frieza no tratamento entre os presidentes. Após a sessão de fotos, enquanto Lula conversava brevemente com Ursula von der Leyen, Trump passou pelos dois sem cumprimentá-los. Até o momento, não há confirmação oficial de que os mandatários tenham trocado palavras durante a abertura da cúpula.
O G7 é composto pelas sete economias mais industrializadas e ricas do planeta: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, com a participação da União Europeia. Embora o Brasil não seja membro permanente do grupo, o país é frequentemente convidado para discutir temas de relevância global, como mudanças climáticas, governança econômica e estabilidade financeira internacional.
Com informações do G1