A pesquisadora Catarina Silva de Carvalho, docente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi laureada com o Prêmio Augustin-Pyramus de Candolle 2026. A distinção, concedida pela Société de Physique et d’Histoire Naturelle de Genève (SPHN), na Suíça, teve sua cerimônia de entrega no Jardim Botânico de Genebra, onde a docente apresentou palestra sobre a planta Cubarus, espécie abundante na região amazônica.
Para a cientista, a conquista é um marco em sua trajetória acadêmica. “Ter sido laureada com o prêmio De Candolle é uma honra para mim. A cerimônia foi emocionante, me senti muito reconhecida. Foi o reconhecimento do trabalho que venho fazendo em taxonomia integrativa. Senti que estou indo no caminho certo”, afirma Catarina.

A base do trabalho premiado começou no doutorado da pesquisadora na Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT/JBRJ). Atualmente, seus estudos sobre a tribo Dipterygeae utilizam filogenia molecular e taxonomia integrativa, avançando o conhecimento sobre a diversidade vegetal da Amazônia. No Inpa, ela atua como docente e orientadora no PPG-Botânica, colaborando em projetos de genômica populacional de fungos e plantas locais.
A relevância do trabalho é endossada por colegas do Inpa. Segundo Maristerra R. Lemes, coordenadora do LabGen/INPA, a premiação comprova a qualidade da ciência brasileira: “Este prêmio é um justo reconhecimento à dedicação e à qualidade do trabalho desenvolvido pela Catarina”. Já Noemia K. Ishikawa, líder do Grupo de Pesquisa Cogumelos da Amazônia, destaca que Catarina é a segunda brasileira a receber a honraria em 185 anos.

Acompanhando a cerimônia em Genebra, a pesquisadora Tiara Sousa Cabral ressaltou o impacto inspirador do evento. “Foi inspirador presenciar o reconhecimento internacional do trabalho da Catarina e perceber a dimensão de sua contribuição para a Botânica em nível mundial. Ver uma pesquisadora brasileira receber uma das mais importantes distinções da área reforça a importância da ciência que produzimos e inspira novas gerações de mulheres e meninas a seguirem carreira científica”, pontuou.
Instituído em 1841, o Prêmio Augustin-Pyramus de Candolle é uma das mais tradicionais honrarias da Botânica global. A premiação visa reconhecer a excelência científica e a profundidade taxonômica de monografias dedicadas a gêneros ou famílias de plantas, consolidando-se como referência máxima de sistemática vegetal no mundo.
Com informações do Portal Amazônia.