Febre dos bonecos Labubu chega oficialmente ao Brasil com preços a partir de R$ 299,99

Os bonecos Labubu, que se tornaram um fenômeno global de consumo, já estão disponíveis para venda oficial no mercado brasileiro. A operação de distribuição está sob a responsabilidade da Candide, empresa que firmou parceria com a gigante chinesa Pop Mart para trazer os colecionáveis ao país.

Embora a previsão inicial de lançamento fosse para o dia 5 de junho, o cronograma foi ajustado, e as vendas foram iniciadas oficialmente nesta quinta-feira (18). Além da linha Labubu, o catálogo disponível no Brasil inclui outras coleções populares, como Hirono, Crybaby, Skullpanda, Meninas Superpoderosas, Pucky e Nyota.

A estratégia de entrada no mercado brasileiro contempla a abertura simultânea de 20 pontos de venda em 11 estados. O foco da distribuição são lojas especializadas em itens colecionáveis. No Norte do país, a operação está concentrada em Manaus, no Amazonas, especificamente no bairro Nossa Senhora das Graças.

Outras regiões contempladas incluem o Distrito Federal (ParkShopping), Rio de Janeiro (Shopping Leblon, Barra Shopping e Plaza Shopping Niterói), São Paulo (com diversas unidades em shoppings como Anália Franco, Bourbon, Eldorado, Pátio Higienópolis, Marketplace e Iguatemi, além de lojas físicas na Liberdade e nos Jardins), Minas Gerais (BH Shopping), Bahia (Salvador Shopping), Pernambuco (Shopping RioMar Recife), Espírito Santo (Shopping Vila Velha), Santa Catarina (Balneário Shopping), Paraná (Park Shopping Barigui) e Rio Grande do Sul (Shopping Iguatemi Porto Alegre).

Criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung, os Labubus são pelúcias com design excêntrico e dentes serrilhados. O produto ganhou tração comercial após ser adotado por celebridades internacionais e influenciadoras brasileiras, como Rihanna, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa, que passaram a utilizar os bonecos como acessórios em bolsas.

Do ponto de vista econômico, o modelo de negócio da Pop Mart baseia-se nas “caixas-surpresa” (blind boxes), onde o consumidor adquire o produto sem saber qual personagem está dentro, incentivando a troca e a recompra para a obtenção de versões raras. Essa estratégia impulsionou o faturamento da fabricante chinesa para mais de US$ 2,3 bilhões, conforme dados da Forbes.

A chegada oficial ao Brasil visa regularizar a cadeia de suprimentos e combater a proliferação de produtos falsificados. Anteriormente, a escassez de canais oficiais elevou a valorização de itens originais no mercado paralelo, chegando a custar US$ 300 (aproximadamente R$ 1.600,00) em junho do ano passado. Em contrapartida, réplicas eram comercializadas em centros populares, como a região da 25 de Março, por valores entre R$ 65,00 e R$ 250,00.

“Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa”, afirmou Moise Candi, CEO da Candide.

Com informações do G1

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