O avanço da inteligência artificial (IA) e a propagação de desinformação foram os eixos centrais de um debate realizado nesta quinta-feira (18), no Instituto Federal do Acre (IFAC), em Rio Branco. O evento, parte do projeto Amazônia Que Eu Quero da Fundação Rede Amazônica, reuniu especialistas para analisar como a transformação digital impacta a confiança nas instituições e a participação cidadã na região.
Durante o painel, Pablo Mendes, professor da UFAC, alertou que a IA já influencia a economia e a política, reforçando que “é fundamental discutir o uso responsável dessas ferramentas e seus impactos na sociedade”. O debate destacou a necessidade de educação midiática para que a população saiba diferenciar informações confiáveis de conteúdos manipulados [[IMG_1]].
A questão da segurança eleitoral também foi pauta. O juiz do TRE-AC, Thalles Sales, afirmou que a biometria tornou o processo eleitoral brasileiro mais seguro e confiável. Ele enfatizou a responsabilidade das plataformas digitais no combate às fake news: “Quando uma plataforma é alertada sobre conteúdos potencialmente falsos ou desinformativos, ela precisa agir”.
O cientista político Thales Quintão, também da UFAC, ponderou que, embora a internet tenha ampliado a mobilização social, é preciso entender como os algoritmos moldam o debate público. As conclusões do encontro em Rio Branco integrarão o Caderno de Soluções do projeto, que propõe caminhos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Após passar por cidades como Porto Velho, Belém e Macapá, o Amazônia Que Eu Quero encerrará sua temporada em julho, com um último painel em Manaus. A iniciativa busca fomentar a educação política e o diálogo entre a sociedade civil e gestores públicos em todo o bloco amazônico.
Com informações do Portal Amazônia.