O setor agropecuário brasileiro, conhecido por sua diversidade e capacidade de adaptação, observa agora um interesse crescente em culturas alternativas que podem diversificar a renda do produtor rural. Um exemplo notável é o cará-do-ar, também popularmente conhecido como cará-moela, que vem ganhando espaço no radar de agricultores e consumidores.
Classificado como uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), o cará-do-ar pertence à mesma família dos carás tradicionais, mas se destaca por características específicas que podem abrir novos nichos de mercado. A valorização de alimentos não convencionais reflete uma tendência global de busca por segurança alimentar e diversificação de dietas, o que impacta diretamente a economia local de pequenas propriedades.
Para o produtor, a introdução de culturas como o cará-do-ar representa uma estratégia de mitigação de riscos. Ao diversificar a produção, o agricultor reduz a dependência de commodities tradicionais, que costumam sofrer com a volatilidade de preços e a oscilação de índices de mercado, garantindo uma fonte de receita complementar e mais resiliente.
A viabilidade técnica do cultivo é um ponto crucial para a expansão da cultura. Para apoiar esse processo, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolveu e disponibilizou uma cartilha técnica detalhada. O material é fundamental para garantir a eficiência produtiva, abordando desde as etapas iniciais de plantio até a gestão de pragas e doenças que podem comprometer a produtividade da safra.
O acesso a informações técnicas precisas é o que permite que uma planta saia do status de “curiosidade” para se tornar um ativo econômico viável. Com a orientação correta sobre os cuidados necessários, o cará-do-ar pode se tornar uma opção rentável, especialmente para a agricultura familiar, contribuindo para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário em escala regional.
Além do aspecto produtivo, o cará-do-ar atrai a atenção de consumidores conscientes, que buscam alimentos com alto valor nutricional e menor impacto ambiental. Esse movimento impulsiona a economia circular e fortalece as cadeias de suprimentos curtas, onde o produto sai do campo diretamente para a mesa do consumidor, eliminando intermediários e aumentando a margem de lucro do produtor.
Com informações do G1