Seca na Amazônia em 2026: o que muda para quem vive em RO, AM e AC

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) consolidou o diagnóstico técnico sobre o comportamento das águas para 2026, emitindo um alerta preventivo para a Região Amazônica. Embora as cheias operem na normalidade em grande parte da região, o comportamento de sub-bacias específicas acendeu o sinal de alerta para autoridades e a população de estados como Rondônia, Amazonas e Acre.

O cenário de maior vulnerabilidade concentra-se nos rios Madeira e Acre. Em Porto Velho, o volume elevado no primeiro trimestre de 2026 já havia resultado em decretos de situação de emergência, evidenciando a instabilidade hídrica da região

Cenário de Recessão Projetado Amplitude da Descida (m) Cota Mínima Estimada (m)
Descida Mediana Histórica 11,08 17,42
Tendência Linear de Vazante 12,01 16,49
Análogo Crítico de Recessão (Ano 2015) 13,74
 
14,76
Percentil de 85% (Estiagem Severa) 14,54 13,96
Descida Máxima Histórica Registrada 15,60 12,90

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Para mitigar os impactos, o SGB implementou novas tecnologias, incluindo modelos preditivos baseados em Inteligência Artificial e boletins semanais SARDIM. O monitoramento é crítico pois a curva de recessão de 2026 apresenta “forte paralelismo com a do ano de 2023”, período da segunda pior seca da história de Manaus

el niño pode ocasionar secas mais severas na amazônia
Foto: Cimone Barros/Ascom Inpa

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Caso a estação chuvosa atrase, o SGB prevê riscos reais para a logística e sobrevivência local. Entre os principais impactos esperados estão as restrições severas de calado para a navegação comercial, especialmente na calha do Rio Madeira, além do risco de isolamento de comunidades ribeirinhas e escassez de água potável.

Além do colapso logístico, a gestão ambiental alerta para o aumento substancial do risco de incêndios florestais em áreas severamente desidratadas ao longo da bacia, reforçando a necessidade de preparação imediata das defesas civis regionais.

Com informações do Portal Amazônia.

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