Apple lança Siri AI: assistente ganha app próprio e foco em inteligência artificial

A Apple anunciou, nesta segunda-feira (8), o lançamento do Siri AI, uma reformulação profunda de sua assistente virtual. A principal novidade é a criação de um aplicativo dedicado, transformando a Siri em uma ferramenta mais independente e robustamente focada em recursos de inteligência artificial (IA).

Com a nova atualização, a Apple demonstrou que a assistente será capaz de realizar tarefas mais complexas e contextuais. Entre as funcionalidades apresentadas, a Siri AI poderá auxiliar o usuário a encontrar ingressos para shows, identificar a localização exata onde uma foto foi tirada e atuar ativamente no planejamento de eventos, organizando agendas e compromissos de forma automatizada.

A integração será ampla, abrangendo praticamente todo o ecossistema de hardware da companhia. Os novos recursos estarão disponíveis para usuários de iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, AirPods e também para o Vision Pro, o headset de realidade mista da empresa.

No entanto, a chegada do Siri AI ocorrerá de forma gradual. Inicialmente, o serviço será liberado apenas em inglês. A Apple informou que a disponibilidade para outros idiomas, incluindo o português, acontecerá em atualizações futuras, seguindo o cronograma de implementação da empresa.

A movimentação da Apple é vista por analistas de mercado como uma resposta necessária à concorrência. Lançada originalmente em 2011, a Siri está presente em cerca de 2,5 bilhões de dispositivos ao redor do mundo. Apesar da enorme base de usuários, a empresa enfrentava a migração de seu público para ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic.

A pressão sobre a Apple cresceu devido à percepção de que a Siri não aproveitava plenamente o potencial dos dados do usuário. Especialistas apontavam que a assistente falhava ao não cruzar informações de e-mails, mensagens e calendários para oferecer respostas mais precisas e personalizadas.

Com o Siri AI, a empresa busca corrigir essa lacuna, transformando a assistente em um hub de produtividade que realmente compreende o contexto da vida digital do usuário, tentando recuperar o terreno perdido para as novas IAs do mercado.

Com informações do G1

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