A artista visual Manauara Clandestina, natural de Manaus, é um dos nomes confirmados para a 16ª Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul. Ela integrará a exposição “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”, que marca a criação do primeiro Pavilhão do Brasil na história do evento, com exibição programada entre setembro e novembro de 2026 no Gwangju History & Folk Museum.
Na mostra, a artista apresenta “A COBRA GRANDE” (2026), uma instalação têxtil monumental criada em parceria com seu irmão, Henrique de Farias. A obra funde a lenda ancestral amazônica com a realidade da migração e do trabalho. “Desenvolver ‘A Cobra Grande’ ao lado do meu irmão, o Henrique, transformou a nossa própria experiência de deslocamento em matéria artística”, explica a artista

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A peça utiliza uniformes de trabalho e tecidos com memórias de travessia para evocar a entidade da Cobra Grande, figura mítica dos rios amazônicos. Para Manauara, a serpente simboliza a identidade amazônida: um corpo que se desloca e troca de pele, mas mantém o vínculo com seu território. A obra foi gestada em residências artísticas em Portugal e na Coreia do Sul

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Com trajetória marcada por passagens na Bienal de Veneza e na Bienal de São Paulo, Manauara Clandestina une sua formação em cinema e vivências em missões evangélicas no interior do Amazonas à performance. Sua produção explora a experiência travesti e a vida noturna urbana, propondo reflexões sobre corpos dissidentes através da moda e da poesia.
A artista já acumulou exposições em instituições de prestígio como o MASP, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a 1ª Bienal das Amazônias, em Belém, consolidando-se como uma voz potente da arte contemporânea da região Norte
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Com informações do Portal Amazônia.