O Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, que reuniu mais de sete mil indígenas em Brasília, encerrou-se com um recado claro: a demarcação e proteção das terras indígenas são urgentes. A mobilização, que durou cinco dias, pressiona os três Poderes da República a garantir os direitos dos povos originários.
Os participantes exigem que suas terras sejam demarcadas e protegidas da exploração econômica predatória, enfatizando que seus territórios são a base da vida, da cultura e do equilíbrio do planeta. A carta de encerramento do ATL ressalta que a demarcação é fundamental para combater a crise climática.
O governo anunciou avanços nas demarcações no âmbito da Funai, com a publicação de atos relativos a Relatórios Circunstanciados de Identificação e Delimitação (RCID) e a criação de novos Grupos Técnicos de estudo. A nova presidenta da Funai, Lúcia Alberta Baré, reforçou o compromisso com a ampliação das demarcações.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) também apresentou uma carta aberta ao presidente Lula, declarando apoio à sua candidatura, mas cobrando ações concretas na demarcação de terras e no fortalecimento das políticas indígenas. O ATL também lançou uma proposta global para a eliminação dos combustíveis fósseis e denunciou o lobby da mineração em terras indígenas.

Lideranças indígenas, como Raoni Metuktire, enfatizaram a necessidade de preservar as florestas para as futuras gerações. A deputada federal Célia Xakriabá, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também estiveram presentes no evento.
Com informações do Portal Amazônia.