Bar da Dona Rosinha em Boa Vista: como funciona o cardápio da pesca do dia

No bairro Jardim das Copaíbas, zona Oeste de Boa Vista, o Bar da Dona Rosinha oferece uma experiência gastronômica onde o Rio Branco dita o cardápio. Rosinete de Oliveira, de 54 anos, indígena do povo Macuxi, transformou a paixão pelos peixes em um negócio que atrai cerca de 200 clientes por fim de semana.

Pratos dependem da pesca do dia e custam a partir de R$ 25. Foto: Tiago Cortês/Rede Amazônica RR

O diferencial do local é a simplicidade e a autenticidade: os clientes escolhem o peixe entre as espécies disponíveis no dia, que variam de pacu e matrinxã a dourado e surubim. As refeições, com preços a partir de R$ 25, são preparadas em fogão à lenha e servidas com baião, farofa e molhos de pimentas cultivadas pela própria proprietária.

Toda a família da Rosinha contribui para o funcionamento do bar. Foto: Rosinete de Oliveira

A estrutura do bar valoriza a conexão com a natureza, operando com energia de gerador e acesso por estrada de terra, o que cria a sensação de estar no interior sem sair da capital. “Empreendimentos que contam histórias verdadeiras conseguem se conectar mais com as pessoas”, avalia Kamyla Brasil, gestora do Sebrae em Roraima.

No Bar da Rosinha o cliente escolhe entre os peixes disponíveis na pesca do dia. Foto: Tiago Côrtes/Rede Amazônica RR

O funcionamento do negócio acompanha o ritmo das águas. No verão, o espaço é totalmente aproveitado; já no inverno amazônico, com a cheia do rio, o acesso é feito apenas por canoas e o atendimento passa a ser por agendamento. Para Dona Rosinha, a maior satisfação é a conexão familiar e territorial: “Sempre quis isso. Comer sempre um peixe fresco e estar em contato com essa natureza maravilhosa vendo esse rio passar”.

peixes
Peixes são comprados de pescadores da região. Rosinha limpa, corta, empana, frita e serve aos clieintes. Foto: Tiago Côrtes /Rede Amazônica RR

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário