BNDES libera R$ 1 bilhão em crédito para motoristas de app e taxistas

O programa Move Aplicativos, nova linha de crédito destinada ao financiamento de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo, já alcançou a marca de R$ 1 bilhão em contratos aprovados. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) em balanço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Até o momento, a iniciativa beneficiou pouco mais de 10 mil profissionais em todo o território nacional. De acordo com o levantamento, o valor médio dos financiamentos contratados foi de R$ 102.000,00 por motorista.

Lançado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa conta com um montante total de R$ 30 bilhões provenientes do Tesouro Nacional, que são repassados ao BNDES para viabilizar as operações de crédito com taxas mais competitivas.

Para participar, os taxistas devem estar devidamente registrados e ativos. Já os motoristas de aplicativo precisam ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter realizado, no mínimo, 100 corridas nesse período dentro da mesma plataforma.

O crédito permite a compra de veículos novos de até R$ 150.000,00, desde que os modelos constem na lista oficial e sejam produzidos por montadoras habilitadas no Programa Mover, do governo federal. Atualmente, 47 modelos de 13 fabricantes diferentes estão aptos ao financiamento.

As taxas de juros foram fixadas em 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. O prazo de pagamento pode chegar a 72 meses, com a vantagem de seis meses de carência para o início do pagamento das parcelas.

Além do valor do carro, o financiamento pode englobar custos adicionais, como seguro do veículo, seguro prestamista (que cobre parcelas em casos de morte ou invalidez) e despesas cartorárias de alienação fiduciária. Para as mulheres, é permitido incluir itens de segurança específicos, limitados a 10% do valor total financiado.

Apesar dos números iniciais, o impacto nas vendas globais de veículos ainda é considerado tímido. Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), explica que o programa ainda está em fase inicial, tendo começado a operar em 19 de junho.

Calvet ressalta que a ausência de um impacto imediato nos emplacamentos ocorreu porque a cobertura do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que garante até 80% das operações, só passou a vigorar em 2 de julho. Com a plena operação da garantia e a adesão de mais bancos, a indústria espera um crescimento nas contratações nos próximos meses.

As instituições financeiras credenciadas pelo BNDES têm até o dia 15 de setembro de 2026 para formalizar as operações de crédito com os motoristas.

Com informações do G1

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