Boi Caprichoso em Parintins: a história da manauara que escolheu o azul

A rivalidade entre o boi Caprichoso e o boi Garantido é a alma do Festival Folclórico de Parintins. Para a manauara Andreia Nunes, de 41 anos, a escolha por torcer pelo boi da estrela foi natural, impulsionada por uma conexão profunda com a cor azul e a música.

A paixão começou na infância e se consolidou em 1995 com o lançamento do álbum Luz e Mistérios da Floresta. “Eu sempre achei o azul lindo, desde criança eu gostei da cor, que dali se tornou uma forma natural de expressão dos meus gostos. Aí em 1995, quando foi lançado o álbum do Caprichoso, foram toadas que mexeu com todo mundo, mexeu comigo e com toda a nação azulada”, recorda Andreia

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Paixão pela cor azul e álbum nostálgico motivaram Andreia Nunes a escolher torcer pelo Boi Caprichoso. Foto: Andreia Nunes/Arquivo pessoal

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A torcedora relembra que a adolescência foi marcada pelas idas ao tradicional Bar do Boi, no antigo TV Lândia Mall, onde teve o primeiro contato real com o Touro Negro. Diferente de quem acredita que o boi escolhe o torcedor, ela afirma com convicção: “as pessoas falam que o boi escolhe a gente, mas eu que escolhi o meu boi Caprichoso”

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Andreia na galera do Bumbódrom. Foto: Andreia Nunes/Arquivo pessoal

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Atualmente em sua 15ª visita à Ilha da Magia, Andreia descreve a jornada de Manaus até Parintins como um sacrifício que vale a pena. “A maior loucura que eu fiz e faço pelo Caprichoso é ter a oportunidade de vir para Parintins e torcer para ele ser campeão. A gente sai de Manaus, larga tudo, emprego, trabalho, família, enfrenta horas de barco, rede, tudo para chegar em Parintins”, pontua.

Para ela, a experiência de imersão cultural na Ilha Tupinambarana é transformadora e inesquecível. Andreia incentiva novos visitantes a se permitirem viver a festa: “Se você pretender conhecer mesmo a Ilha da Magia, então venha, você não vai se arrepender”.

Com informações do Portal Amazônia.

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