A digitalização da sociedade brasileira atingiu patamares recordes, transformando profundamente a rotina de consumo, trabalho e interação social. De acordo com um levantamento realizado pela NordVPN, divulgado em abril deste ano, o Brasil lidera o ranking global de tempo de vida passado conectado à internet.
Os dados, obtidos através de uma amostra de mais de 20 mil usuários em 20 países, revelam que um brasileiro passa, em média, 52 anos, 9 meses e 16 dias de sua existência online. Quando confrontado com a expectativa de vida média no país, estimada em 76 anos, o índice indica que mais de 68% da vida do cidadão é dedicada ao ambiente digital.
O Brasil supera nações conhecidas por sua infraestrutura tecnológica avançada, como a Coreia do Sul, além de México, Lituânia, Austrália e Suécia. No extremo oposto da lista está o Japão, onde a média de tempo conectado ao longo da vida é de 19 anos, 6 meses e 29 dias.
A análise comparativa entre os anos de 2022 e 2026 demonstra uma aceleração expressiva na conectividade brasileira. Desde a última Copa do Mundo, o tempo médio de vida online no Brasil saltou 11 anos, o maior crescimento registrado entre todas as nações analisadas. Para efeito de comparação, o Japão e a Suécia registraram aumentos de nove e oito anos, respectivamente, enquanto países como França, Itália e Coreia do Sul apresentaram redução no tempo de uso.
No que tange ao comportamento do usuário, a pesquisa aponta que o Brasil também lidera a exposição de dados pessoais. Cerca de 78% dos entrevistados divulgam a data de nascimento, e 63% compartilham informações como endereço e status de relacionamento, a maior proporção do estudo.
Quanto aos dispositivos de acesso, a hegemonia do smartphone é absoluta: 91% dos brasileiros utilizam o aparelho para navegar na rede. Além disso, o país lidera o uso de computadores e notebooks para fins profissionais, com 38% dos participantes relatando o uso desses equipamentos no ambiente de trabalho.
A alta dependência digital, embora impulsione a economia de serviços e o e-commerce, traz alertas sobre a segurança cibernética. O valor de revenda de componentes de smartphones no mercado clandestino e a facilidade de acesso a aplicativos bancários tornam esses dispositivos alvos prioritários para criminosos, exigindo maior atenção dos usuários quanto à proteção de dados e senhas.
Com informações do G1