Casca de andiroba no Pará: como resíduo vira corante natural para tecidos

Pesquisadoras da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em parceria com o Instituto Politécnico de Coimbra, em Portugal, desenvolveram uma alternativa sustentável para a indústria têxtil: o uso de cascas de andiroba para a produção de corantes naturais. O estudo visa substituir os corantes sintéticos, derivados de petróleo e altamente poluentes, por resíduos vegetais que normalmente seriam descartados após a extração do óleo

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A iniciativa foca na bioeconomia amazônica ao transformar um material sem valor comercial em um produto de alto valor agregado. Através de análises químicas e testes de durabilidade, a equipe comprovou que as cascas, ricas em taninos, são eficientes para tingir fibras como algodão, linho, lã e seda, resultando em tons de bege e cinza acastanhados com boa resistência ao desbotamento

Pesquisa na Ufopa indica uso da casca da andiroba para produção de corantes naturais
Foto: Divulgação

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O projeto une a ciência moderna aos saberes ancestrais das populações locais. As cascas foram coletadas na comunidade de Samaúma, no Assentamento Tapera Velha, região do planalto de Santarém (PA), onde o agroflorestor Adamor Santos mantém uma agroindústria comunitária de óleos florestais

Pesquisa na Ufopa indica uso da casca da andiroba para produção de corantes naturais
Foto: Divulgação

. Essa integração valoriza o conhecimento tradicional e fortalece a economia de base comunitária na região.

Para a indústria têxtil, a inovação permite a criação de produtos com identidade regional e menor impacto ambiental. O processo de extração utiliza “solventes verdes”, como a água, eliminando substâncias químicas agressivas. Além do ganho ecológico, a pesquisa abre portas para a geração de renda extra para comunidades extrativistas que atuam na conservação da floresta amazônica.

Com informações do Portal Amazônia.

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