Esgoto em energia: pesquisa no Maranhão revoluciona saneamento

Transformar um problema ambiental em solução energética é o foco de uma pesquisa inovadora realizada no Maranhão. Um estudo do pesquisador Marcos André, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), propõe uma alternativa sustentável para o tratamento de lodo de esgoto, um dos maiores desafios do saneamento básico no Brasil.

A pesquisa, publicada em revista científica internacional, demonstra que biogás e lodo seco podem suprir até 97% da energia térmica necessária em estações de tratamento. Isso significa reduzir custos operacionais, diminuir o impacto ambiental e promover o reaproveitamento de recursos.

O estudo avaliou, em escala real, o uso do biogás e do próprio lodo seco como fontes de energia para a secagem do resíduo. O resultado é um material final que atinge o padrão sanitário de biossólido Classe A, podendo ser utilizado com segurança na agricultura.

Desenvolvido por Marcos André, estudo propõe transformar um problema ambiental em solução energética, usando lodo de esgoto em fonte de energia. Foto: Divulgação Fapema
Desenvolvido por Marcos André, estudo propõe transformar lodo de esgoto em fonte de energia. Foto: Divulgação/Fapema

“Essa pesquisa mostra que é possível transformar resíduos do próprio sistema em energia, tornando as estações de tratamento mais eficientes, sustentáveis e menos dependentes de fontes externas”, destaca Marcos André. A iniciativa, apoiada pela FAPEMA, abre caminho para estações de tratamento mais sustentáveis e alinhadas com a economia circular.

Com a expansão dos serviços de esgotamento sanitário no Maranhão, a pesquisa surge como uma solução estratégica e um avanço concreto rumo a um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

Autor do estudo, Marcos André é docente na Universidade Federal do Maranhão e doutorando na Universidade Federal do Paraná. Foto: Divulgação Fapema
Marcos André é docente na Universidade Federal do Maranhão e doutorando na Universidade Federal do Paraná. Foto: Divulgação/ Fapema

Os resultados foram reconhecidos internacionalmente com a publicação na revista Biomass & Bioenergy e apresentação na África do Sul.

Com informações do Portal Amazônia.

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