Festival de Parintins: amazonense volta à ilha após 17 anos para torcer pelo Garantido

O Festival Folclórico de Parintins é conhecido por transformar visitantes em apaixonados. Para o artista amazonense Giuliano Dino, o Giu Maué, essa conexão com o Boi Garantido é “umbilical”. Após 17 anos longe da Ilha da Magia, Maué retornou ao Bumbódromo para apoiar o boi da Baixa, trazendo na bagagem a paixão que herdou do pai ainda no ventre materno.

A história de Maué com o Garantido inclui momentos de superação e entrega. Em 1995, ele realizou o sonho de dançar no festival, mas enfrentou uma tempestade que impediu a apresentação completa do boi. “Eu e o meu amigo, que era responsável por mim, subimos para a arquibancada embaixo de muita chuva, frio, tudo isso para torcer pelo meu boi. Foi inesquecível”, relembra o artista

torcedor garantido
Giu Maué com Maria do Carmo Monteverde, única filha viva de Lindolfo Monteverde, criador do Garantido. Foto: Giu Maué/Arquivo pessoal

.

As aventuras de Giu Maué por Parintins também passam por fases de escassez. Em 2009, ele viajou para a cidade sem dinheiro no bolso, sobrevivendo da venda de macaquinhas para conseguir prestigiar a festa. “No fim, a experiência foi maravilhosa, tanto que o Garantido foi campeão na ocasião”, conta o dançarino

Depois de 17 anos, Giu Maué revive experiência de voltar a assistir o boi Garantido no Bumbódromo. Foto: Giu Maué/Arquivo pessoal

.

Atualmente residente no Rio de Janeiro há 14 anos, Maué transformou a saudade em ação ao fundar o RJ Encarnado. A torcida organizada do Garantido na capital fluminense visa expandir a cultura do boi-bumbá no Sudeste, reunindo centenas de pessoas em eventos locais e provando a força da cultura amazonense fora de suas fronteiras

No Rio de Janeiro, Giu Maué criou o RJ Encarnado, torcida organizada do Garantido na cidade fluminense. Foto: Giu Maué/Arquivo pessoal

.

Para o artista, a experiência de Parintins é incomparável em qualquer lugar do mundo. Ele reforça o convite para que todos conheçam a festa: “quem não conhece e escuta sobre o festival fica curioso, e quem vai pela primeira vez fica deslumbrado. Então, quem ainda não foi, vá, é algo único”.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário