Genoma do açaí é mapeado na Amazônia: o que muda para a produção regional

Cientistas da Amazônia sequenciaram, pela primeira vez, o genoma do açaí (Euterpe oleracea Mart), fruto central da bioeconomia do Norte. A descoberta, fruto de parceria entre a UFPA e a Embrapa Amazônia Oriental, permitirá identificar genes responsáveis por maior produtividade, resistência a doenças e teor de pigmentos naturais, agilizando o melhoramento genético da planta

Açaí branco - sequenciamento de genoma do açaí
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

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O mapeamento genético reduz drasticamente o tempo de espera por resultados em campo. Segundo a pesquisadora Elisa Moura, da Embrapa, o sequenciamento permite identificar marcadores que evitam a espera de “cerca de seis anos até que tenhamos informações sobre produção de antocianinas e produtividade”.

A pesquisa também desvendou a diferença entre o açaí roxo e o branco, revelando que a coloração depende da ativação de uma enzima específica. Além disso, o estudo foca na adaptação do açaizeiro para o cultivo em terra firme, facilitando a expansão da cultura fora das áreas de várzea

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Para a indústria, a descoberta abre rotas biotecnológicas para a produção de corantes e antioxidantes em laboratório, via microrganismos. O professor Rafael Baraúna, da UFPA, explica que isso “diminui a exploração da planta no campo e aumenta a produção dessas substâncias dentro de um ambiente controlado”, tornando o processo mais sustentável

Foto: Vinicius Braga/Embrapa

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O impacto é significativo para a região: Maria do Socorro Padilha, da Embrapa, lembra que a primeira cultivar de açaí levou 24 anos para ser desenvolvida. Com os dados genômicos atuais, esse processo poderia ter sido reduzido em até três vezes, levando no máximo dez anos para a conclusão

Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

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Com informações do Portal Amazônia.

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