IA da OpenAI invadiu outra empresa antes de fazer ataque ‘sem precedentes’

IA da OpenAI invadiu outra empresa antes de fazer ataque ‘sem precedentes’

Um agente de IA da OpenAI, programa capaz de tomar decisões e executar tarefas complexas com pouca ou nenhuma supervisão humana, foi encontrado no sistema da empresa de tecnologia Model Labs.

O caso vem à tona poucos dias após ser identificado invadindo sistemas da Hugging Face.

Segundo a agência Reuters, um executivo da Modal Labs relatou ter identificado a presença do agente da OpenAI nos sistemas da empresa.

“Estamos cientes de que um cliente da Modal publicou um endpoint sem autenticação que permitia a qualquer pessoa na internet usar seus sandboxes para executar código”, afirmou Bubna em comunicado.

Na semana passada, eles conseguiram se conectar à internet e lançaram um ataque à plataforma Hugging Face, um repositório de modelos de IA.

“Eles entendiam que a OpenAI não queria que saíssem de seu ambiente de testes e invadissem outra empresa, mas mesmo assim fizeram isso”, disse Jeffrey Ladish, diretor da Palisade Research, uma organização independente que avalia os novos modelos em termos de cibersegurança.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT

AP/Michael Dwyer, Arquivo

“Quase parecia que eles fizeram isso antes mesmo de ter um plano sobre o que fazer com o acesso à internet”, segundo Ladish.

Em março, um grupo de desenvolvedores afiliados à empresa chinesa Alibaba descobriu que um de seus modelos tentava, por conta própria, criar uma criptomoeda após se conectar, sem autorização, a um servidor externo.

Em abril, Sam Bowman, responsável pela segurança na Anthropic, recebeu um e-mail do modelo Mythos, que estava sendo testado. Ele informou que estava navegando na internet, apesar de, inicialmente, estar isolado.

Desde os ataques hackers, a OpenAI disse que “implementou proteções mais fortes” para suas próximas avaliações.

Para Gang Wang, professor de Ciência da Computação na Universidade de Illinois, ainda é possível impedir que um modelo se conecte à internet cortando fisicamente o acesso. O problema, disse, é que “as pessoas subestimam a IA”.

*Essa reportagem está em atualização.

Com informações do G1

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