Isabelle Nogueira se despede do posto de Cunhã Poranga do Garantido

O Festival de Parintins teve uma madrugada inesquecível nesta segunda-feira, 28 de junho. Após 11 anos dedicados ao Boi Garantido, Isabelle Nogueira se despediu da arena sob aplausos e muita emoção da torcida vermelha e branca.

Em sua última apresentação, a cunhã interpretou a Rainha Konduri na lenda “Templo do Sol”. Logo após a performance, o apresentador Israel Paulain anunciou oficialmente o fim de um ciclo que marcou a história recente do festival.

O momento mais emocionante aconteceu quando Isabelle voltou ao centro da arena para a toada “Isa-A-Bela”, música composta por Paulinho Du Sagrado especialmente para a despedida. O público ovacionou a artista, que se tornou um dos maiores símbolos do Garantido.

A trajetória de Isabelle começou em 2015 como Rainha do Folclore. Após três edições nessa função, ela assumiu o posto de Cunhã-Poranga em 2018, cargo que defendeu por sete anos consecutivos, ganhando fama dentro e fora da Amazônia.

A despedida contou ainda com versos do Amo do Boi Garantido, João Paulo Faria, que destacou a importância de Isabelle para a divulgação do evento: “O Amazonas inteiro se sente agradecido. Nosso Amazonas inteiro se sente agradecido. Graças a ti o festival hoje é bem mais conhecido. Gritamos aos quatro cantos com orgulho incontido que a embaixadora da festa é cunhã do Garantido!”

O verso continuou exaltando a artista: “Manteve acesa a fogueira / Pintou o Brasil de Vermelho / Manteve acesa a fogueira / Apresentou nossas Lendas / Ergueu a nossa bandeira / A ilha inteira agradece / Nossa Isabelle Nogueira”.

Para encerrar, Israel Paulain reforçou o legado da artista diante da multidão: “Com esse verso do nosso amo do boi, essa arena nunca se esquecerá da referência da cunhã-poranga do festival. Isabelle Nogueira encerra hoje o seu ciclo de vitórias e muitas contribuições ao Festival de Parintins. A cunhã-poranga do Brasil será eternamente Isabelle Nogueira. Muito obrigado por tudo, Isabelle Nogueira.”

Isabelle deixa a arena, mas deixa seu nome eternizado na cultura popular amazônica através de seu carisma e representatividade.

Com informações de O Fuxico.

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