Manguezais na Amazônia: estoque de carbono e risco de emissão

Pesquisadores revelam que os manguezais amazônicos, que se estendem por mais de 8 mil km, armazenam até três vezes mais carbono por área do que as florestas de terra firme. O estudo, publicado em livro, reforça o papel crucial desses ecossistemas na mitigação das mudanças climáticas.

A pesquisa, realizada pelo Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA) da UFPA, em parceria com o Instituto Sarambuí e Instituto Peabiru, monitora áreas de conservação e reflorestamento em reservas extrativistas marinhas no Pará. O objetivo é entender o potencial dos manguezais como sumidouro de carbono e os riscos de emissão em caso de desmatamento.

Manguezais ganham destaque como 'carbono azul' na costa amazônica
Foto: Divulgação/Projeto Mangues da Amazônia

Os dados indicam que manguezais degradados liberam cerca de cinco vezes mais carbono para a atmosfera do que as áreas conservadas. O projeto busca ampliar a conservação e a recuperação dessas áreas, beneficiando cerca de 15 mil pessoas em municípios paraenses.

O livro “Amazonian Mangrove Blue Carbon Dynamics”, lançado mundialmente, reúne os resultados da pesquisa e oferece insights para conservacionistas, cientistas e tomadores de decisão. A valorização do capital natural dos manguezais é vista como uma estratégia para a manutenção dessas áreas.

“Quando degradamos o manguezal pelo corte de vegetação, a emissão de carbono é alta”, ressalta a pesquisadora Mayara Vieira Rabelo. As expedições do projeto ocorrem a cada dois meses nas reservas extrativistas marinhas do Pará.

Foto: Divulgação/Projeto Mangues da Amazônia

Com informações do Portal Amazônia.

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