Manual de interação com comunidades na Amazônia: o que muda na atuação local

O Idesam lançou o Manual de Interação com as Comunidades, um documento estratégico desenvolvido para aprimorar a atuação em campo junto a populações indígenas, ribeirinhas, comunidades tradicionais e produtores locais na Amazônia. A ferramenta sistematiza duas décadas de experiência do Instituto, focando em transparência e respeito aos direitos territoriais.

Para André Vianna, diretor técnico do Idesam, a iniciativa organiza o conhecimento acumulado nos territórios. “O manual, além de institucionalizar as ações do Idesam e apoiar a capacitação e nivelamento da equipe, nos permite divulgar nossas experiências e, assim, colaborarmos com avanços da agenda para a Amazônia brasileira”, afirma.

Idesam lança manual que busca fortalecer relacionamento com comunidades na Amazônia
A construção envolveu entrevistas com lideranças e equipes da organização, análise de documentos institucionais e momentos de escuta e validação com associações comunitárias. Foto: Reprodução/Arquivo Idesam

A construção do guia contou com a parceria da Mirá Sustentabilidade e do escritório RottaMoro. Segundo Luciana Pacheco, fundadora da Mirá, o processo foi baseado na escuta ativa de lideranças comunitárias para traduzir a metodologia do Instituto em uma linguagem simples e acessível.

Um dos pilares do documento é a segurança jurídica. Fernanda Rotta, sócia da RottaMoro, destaca que o manual “garante uma relação de cuidado e respeito aos direitos das comunidades, promovendo maior segurança jurídica como ponto de partida na prática das atividades pelas partes envolvidas”.

O material foi dividido em duas versões: uma interna, com diretrizes detalhadas para as equipes de campo, e uma pública, disponível em português e inglês. O objetivo é fomentar relações mais colaborativas entre organizações e parceiros de sociobioeconomia na região.

A versão pública do Manual de Interação com as Comunidades já pode ser acessada diretamente no site oficial do Idesam.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário