Toto Wolff comenta falta de dinheiro na Mercedes
Reprodução/Mercedes
Declarações de Toto Wolff apontam que a Mercedes enfrenta limitações financeiras para desenvolver seu carro de Fórmula 1 em 2026, enquanto rivais como McLaren e Ferrari avançam com melhorias mais rápidas e frequentes, especialmente após vitórias recentes de Lando Norris.
Orçamento restrito e teto de gastos de 215 milhões de dólares obrigam a Mercedes a distribuir investimentos em atualizações ao longo da temporada, tornando inviável competir no mesmo ritmo de desenvolvimento das principais concorrentes.
Planejamento da equipe prevê novas atualizações apenas a partir do GP do Bahrein em outubro, e dificuldades de confiabilidade no motor prejudicaram pilotos como Kimi Antonelli e George Russell, resultando em perdas de pontos e futuras penalidades no grid.
Chefe de equipe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff afirmou que sua escuderia “não tem dinheiro” para desenvolver seu carro de 2026 tanto quanto a McLaren e a Ferrari estão fazendo.
As principais concorrentes da Mercedes na Fórmula 1 obtiveram avanços significativos nas últimas corridas ao acumular melhorias em seus respectivos carros, principalmente a McLaren, que conquistou as duas últimas vitórias, na Hungria e Holanda, com Lando Norris.
Enquanto isso, um plano de atualizações mais conservador na Mercedes, com poucas melhorias significativas desde o GP do Canadá em maio, minou o domínio inicial da equipe alemã.
Teto de gastos e estratégia de orçamento
Em entrevista ao Motorsport.com, Toto Wolff foi questionado se essas decisões de desenvolvimento estão começando a se tornar cada vez mais incômodas diante do rápido progresso da McLaren. Segundo ele, a equipe está de mãos atadas devido à forma como distribuiu sua cota de 215 milhões de dólares (R$ 1,1 bilhão) do teto de gastos.
“Não temos dinheiro para implementar desenvolvimentos no carro. Eu já disse antes que estamos tentando distribuir isso uniformemente ao longo da temporada com base em nossos cálculos sobre quando podemos trazer as maiores atualizações e otimizar os pontos do campeonato. Mas não temos como fazer o que está fora do nosso alcance.”
“É por isso que é uma corrida de desenvolvimento. Se você introduzir uma atualização, cada uma das equipes de ponta vai ganhar pelo menos alguns décimos, e é isso que você perde. Então, sim, a jornada tem sido um pouco mais difícil do que no início do ano.”
Prazos para novidades e problemas de confiabilidade
Não se espera que a Mercedes traga atualizações significativas para o W17 até que a Fórmula 1 volte a competir fora da Europa, a partir do GP do Bahrein, na Malásia, no início de outubro.
Wolff destacou que o quadro teria sido diferente se a Mercedes não tivesse enfrentado tantas dificuldades com a confiabilidade de sua unidade de potência, o que custou a Kimi Antonelli e George Russell muitos pontos até agora e resultará em penalidades no grid mais adiante.
“Será que gastamos demais no início e no desenvolvimento inicial? Acho que não.”, acrescentou Toto.
“Acho apenas que somos uma organização com um certo porte e infraestrutura.”, finalizou.
Fonte: Band F1