A determinação do governo de classificar 20 municípios, sendo dois em Rondônia e 18 no Amazonas, como área especial da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) ao longo da BR-319, é vista como uma decisão equivocada e com viés eleitoreiro. Tal medida acaba por desvalorizar o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA 2024-2027), que busca alinhar as estratégias federais aos anseios da sociedade regional sob princípios de governança e sustentabilidade.
O pesquisador Jorge Porto, do Inpa, ressalta que é preciso ir além da discussão sobre pavimentar ou não a via. Para ele, é fundamental entender “quais resultados, cada combinação de infraestrutura e governança tende a produzir, para quem, onde e em prazo”. Porto defende que, sem um cronograma público, orçamento e indicadores verificáveis, a utilidade dos planos anunciados torna-se questionável

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Sob a ótica empresarial, Antonio Azevedo, presidente do grupo TV Lar, enfatiza a urgência de conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico e a segurança energética. Ele acredita que a Amazônia possui ativos estratégicos que podem ser decisivos para o país, desde que transformados em bem-estar para a população local e inovação, respeitando os compromissos de governança.
A integração dos modais de transporte é vista como a chave para a eficiência logística. Embora o transporte hidroviário seja predominante na Amazônia devido à malha fluvial, a eficiência local depende do suporte rodoviário, já que este modal movimenta entre 65% e 75% das cargas no Brasil. Os dois sistemas devem atuar de forma complementar.
Reforçando essa análise, o professor da Ufam, Vladimir Paixão e Silva, alerta que a ausência de uma política consistente de desenvolvimento e de logística adequada torna incerto o futuro da região. Segundo o engenheiro, “sem logística adequada, capacidade de armazenagem, integração dos modais de transporte, qualificação técnica e uma política consistente de desenvolvimento, fica muito difícil saber onde queremos chegar em 2073!”.
Com informações do Portal Amazônia.