Paramount planeja vender parceria com Universal para viabilizar compra da Warner

A Paramount Skydance Corp. está preparada para encerrar sua joint venture — uma parceria de negócios — de distribuição de filmes com a Universal Pictures. A medida tem como objetivo principal sanar as preocupações da União Europeia (UE) em relação à concorrência de mercado, facilitando a aquisição da Warner Bros. Discovery, operação avaliada em US$ 110 bilhões.

As informações foram reveladas à agência Reuters nesta quarta-feira (25) por uma fonte familiarizada com as negociações. A proposta oficial deve ser apresentada às autoridades europeias na próxima terça-feira (30), após reuniões com órgãos de defesa da concorrência do bloco.

Caso a proposta seja formalizada, o prazo preliminar para que a Comissão Europeia analise a transação será estendido em dez dias úteis. Com isso, a data final de análise, que estava prevista para 7 de julho, passa para 21 de julho.

Anteriormente, em fevereiro, a expectativa era de que a compra recebesse o aval europeu sem grandes entraves. Naquela ocasião, a Paramount cogitou vender canais menores, como suas marcas voltadas ao público infantil. No entanto, essa opção foi descartada, pois os reguladores não identificaram problemas de monopólio ou concorrência nesse segmento específico.

A decisão de vender a parceria de distribuição com a Universal Pictures surge como uma alternativa para aliviar a pressão de exibidores de cinema na Europa, que temem a concentração de poder de mercado nas mãos de poucas empresas de distribuição cinematográfica.

Questionada sobre o tema, a Paramount afirmou que “não comenta processos regulatórios em andamento”.

Além da análise de concorrência, a operação passa por um escrutínio separado sob o Regulamento da União Europeia sobre Subsídios Estrangeiros. Isso ocorre porque o financiamento da oferta conta com aportes de fundos soberanos, incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, a L’imad Holding Company, de Abu Dhabi, e a Autoridade de Investimento do Catar.

Apesar do rigor europeu, a operação já recebeu sinal verde do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que considerou improvável que o negócio prejudique a concorrência ou os consumidores finais. Contudo, a transação ainda enfrenta resistência interna nos EUA: estados como Califórnia e Nova York preparam ações judiciais para tentar barrar a fusão.

Com informações do G1

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