O Acre segue como um dos principais corredores migratórios do Brasil, registrando 828 pedidos de refúgio apenas em 2025. O fluxo ocorre majoritariamente pelas cidades de Brasiléia e Assis Brasil, na região de fronteira, atraindo pessoas de mais de 45 nacionalidades que buscam trabalho e melhores condições de vida

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Para gerenciar essa demanda, o estado implementou a Política Estadual de Migração e mantém casas de passagem para acolhimento emergencial. Atualmente, existem unidades em Rio Branco, Epitaciolândia e duas em Assis Brasil. Segundo a gestora Sabrina Ferreira, a unidade da capital chega a acolher mais de 500 venezuelanos.
A assistência oferecida envolve ajuda humanitária direta e parcerias com a ONU para garantir documentação, inclusão financeira e social. “A vida do migrante não é uma vida fácil, as pessoas não migram por que querem”, destaca Maria da Luz, gestora de políticas públicas do estado.
Historicamente, a região Norte atraía migrantes internos, mas a dinâmica mudou para um fluxo internacional, especialmente de venezuelanos e haitianos. Saint Charles, que chegou em 2011 fugindo do terremoto no Haiti, exemplifica essa jornada: “Peguei um avião no Haiti… passei pelo Peru e vim pra Assis Brasil”

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O debate sobre a acolhida digna ganha força em junho, mês em que são celebrados o Dia do Imigrante e o Dia Mundial do Refugiado, reforçando a necessidade de políticas públicas que garantam a integração desses novos moradores na sociedade acreana.
Com informações do Portal Amazônia.