O projeto de restauro produtivo no Pará está transformando a realidade de cerca de 70 produtores em 19 municípios. Coordenada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a iniciativa recupera 750 hectares de áreas degradadas, unindo a regularização ambiental à geração de renda no campo

.
Para evitar a irregularidade perante o Código Florestal, que exige a conservação de 80% da vegetação nativa na Amazônia, o projeto utiliza técnicas de regeneração natural, enriquecimento de capoeira e sistemas agroflorestais (SAFs). Segundo Edivan Carvalho, coordenador do IPAM no Pará, “esses imóveis regularizados passam a permitir que o produtor tenha acesso a políticas públicas”.
A estratégia foca em culturas de alto valor, como cacau e açaí, que ajudam a controlar o desmatamento e garantem a estabilidade financeira das famílias

. O produtor Jailson Marques Reis, de Tomé-Açu, destaca que a recuperação da terra é vital para a sucessão familiar: “daqui a 10 ou 20 anos, meus filhos ainda poderão trabalhar essa área da maneira correta”.
Além da renda, o projeto prepara os agricultores para a crise climática e a previsão de um super El Niño em 2026. O uso de cobertura morta e consórcios de plantio protege o solo e mantém a umidade, minimizando os impactos de secas severas e queimadas que assolam a região

.
A iniciativa também promove a autonomia feminina, com mulheres representando mais de 30% dos beneficiados. A agricultora Ginelda Lima, de Tomé-Açu, celebra a diversidade de espécies plantadas, como cumaru e piquiá, afirmando que “elas serão minha aposentadoria”.
Com informações do Portal Amazônia.