O Acre celebrou os 124 anos do início da Revolução Acreana, conflito fundamental que alterou a geografia da região e permitiu a incorporação do território ao Brasil. O marco decisivo ocorreu em 6 de agosto de 1902, com o ataque comandado por Plácido de Castro contra a Intendência Boliviana, em Xapuri.

A disputa territorial era alimentada por milhares de migrantes nordestinos que, fugindo da seca, ocuparam a área boliviana para extrair látex durante o ciclo da borracha. Antes da ofensiva de 1902, houve tentativas como a República Independente do Acre, em 1899, mas a tensão escalou com a criação do Bolivian Syndicate, empresa anglo-americana que ameaçava a economia local.
A estratégia de Plácido de Castro foi surpreender as tropas bolivianas atacando justamente no dia da Independência da Bolívia. “Não é guerra, é revolução!”, definia o movimento que culminou na vitória militar em janeiro de 1903 e, posteriormente, na assinatura do Tratado de Petrópolis, negociado pelo Barão do Rio Branco.

Atualmente, a memória do conflito é preservada no bairro Seis de Agosto, em Rio Branco, que agora é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do município. A data mantém viva a identidade acreana através de desfiles e jogos tradicionais, enquanto historiadores debatem a complexidade do processo de nacionalização do território.

Com informações do Portal Amazônia.