O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, a Truth Social, para manifestar novas opiniões sobre a inteligência artificial. Desta vez, o republicano propôs a alteração do nome da tecnologia e lançou uma enquete para que seus seguidores escolham a nova nomenclatura.
Trump não detalhou a viabilidade técnica da mudança nem se há consenso entre os especialistas do setor de IA sobre a proposta. Para ele, a expressão “inteligência artificial” não é adequada e seria “pouco eloquente”.
Na votação disponibilizada, o presidente apresentou três alternativas para substituir o termo: Inteligência Superior (IS), Inteligência Extrema (IE) ou Inteligência Suprema (IS).
“Muitas pessoas acham que as palavras ‘Inteligência Artificial’ são imprecisas e muito pouco eloquentes em relação à IA, ou Inteligência Artificial”, declarou Trump. Ele incentivou a participação dos usuários afirmando: “Esta é uma enquete, e eu agradeceria que todos votassem! Qual é o melhor nome para essa ‘Revolução’ em constante crescimento?”
Vale lembrar que a inteligência artificial é um campo tecnológico com cerca de 80 anos de existência. Ela consiste em um conjunto de soluções computacionais que permitem a máquinas realizar tarefas complexas, como a análise de grandes volumes de dados, a criação de previsões, recomendações, traduções e a geração de novos conteúdos.
Além da questão do nome, Trump tem comparado os riscos atribuídos à IA com as previsões sobre as mudanças climáticas, definindo ambos os temas como uma “farsa”.
Em postagem recente, o presidente argumentou que as pessoas que alertam sobre a possibilidade de a IA destruir o mundo, ou que criticam o impacto ambiental dos data centers, são as mesmas que previam a “extinção” do planeta devido ao clima. “Essa farsa nunca funcionou para eles, e agora estão passando para a próxima”, escreveu.
Trump classificou esses críticos como “revolucionários” que estariam defendendo uma “causa ruim e maligna”.
As declarações ocorrem em um momento de crescente preocupação global sobre a velocidade do avanço da IA. Recentemente, pesquisadores da Anthropic alertaram que o desenvolvimento acelerado poderia, em um futuro próximo, ameaçar a existência da humanidade.
Dario Amodei, CEO da Anthropic e criador do Claude, defendeu a necessidade de “desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA”. Essa visão é compartilhada por outros líderes do setor, como Sam Altman (OpenAI), Elon Musk (xAI) e Demis Hassabis (Google DeepMind).
Por outro lado, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, discorda da necessidade de frear a tecnologia. Para o executivo, as dinâmicas do mercado e a possibilidade de sanções judiciais são as ferramentas mais eficazes para mitigar os perigos da inteligência artificial.
Com informações do G1