Ultraprocessados avançam em Rondônia e Amazônia: o que muda na dieta?

O consumo de alimentos ultraprocessados, como hambúrgueres, embutidos e biscoitos recheados, está crescendo entre povos e comunidades tradicionais no Brasil, incluindo Rondônia e a Amazônia. Paralelamente, o consumo de alimentos frescos como frutas e feijão diminuiu, indicando uma piora na qualidade da alimentação.

Um estudo recente, publicado na Revista Ciência & Saúde Coletiva, analisou dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2015 a 2022, revelando essa tendência preocupante. A pesquisa envolveu universidades de todo o país, incluindo a Universidade de Fortaleza (UNIFOR), USP e FIOCRUZ.

“Esses grupos, em sua maioria, estão inseridos em territórios rurais e cultivam os seus alimentos por meio da agricultura familiar. Quando observamos esse aumento no consumo de ultraprocessados, isso indica que o acesso a esses produtos está cada vez mais facilitado”, explica a nutricionista Greyceanne Dutra Brito, principal autora do estudo.

Consumo de ultraprocessados avança entre povos e comunidades tradicionais no Brasil
Foto: tugay aydın/Pexels

O estudo aponta que o baixo custo, a publicidade e a renda familiar são fatores que contribuem para essa mudança. O consumo de ultraprocessados é particularmente alto entre crianças e jovens, o que pode levar a deficiências nutricionais e aumentar o risco de doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

A pesquisadora destaca a necessidade de regular a comercialização desses alimentos e investir em educação alimentar e nutricional direcionada às comunidades tradicionais. A pesquisa é considerada pioneira ao avaliar a tendência temporal do consumo alimentar desses grupos em todo o país.

Com informações do Portal Amazônia.

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