Vilanova Artigas no Amapá: o que são as três obras do mestre na capital

Um dos maiores expoentes da arquitetura brasileira do século XX, João Batista Vilanova Artigas, deixou marcas profundas na paisagem urbana do Amapá. Referência do modernismo e do brutalismo, o arquiteto assinou três importantes prédios públicos: o atual Comando da Polícia Militar, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) e a Escola Estadual Tiradentes

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A história dessas obras é marcada por contradições políticas. Artigas, militante do Partido Comunista Brasileiro e perseguido pela Ditadura Militar, teve seus projetos adquiridos durante a gestão do general Ivanhoé Gonçalves Martins, figura da linha dura do regime. O episódio revela como a necessidade de construir o Estado superou as divergências ideológicas da época

Foto: Jorge Abre/Acervo Rede Amazônica AP

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Segundo o livro ‘As histórias da História do Amapá’, o fato ocorreu “como se o general, cujo cerne ideológico o colocava como adversário institucional do comunismo, tivesse reconhecido a urgência humanista de uma causa maior: a construção de um Estado que pudesse acolher seus cidadãos”

Foto: Reprodução/Governo do Amapá

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Atualmente, as edificações são vistas como patrimônio coletivo da Amazônia. Enquanto o prédio da Polícia Militar é o mais preservado, a Escola Tiradentes sofreu alterações estruturais e a sede da Seinf, embora conserve suas características, ainda é pouco reconhecida como patrimônio cultural

Arquiteto Vilanova Artigas deixou três marcas permanentes na paisagem urbana do Amapá 

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A valorização desse legado é defendida em pesquisas acadêmicas e no livro citado, que busca recuperar memórias esquecidas. Como destaca o senador Randolfe Rodrigues no prefácio, a obra “reconstitui a memória coletiva de um povo a partir daquilo que a história oficial deixou à margem”.

Com informações do Portal Amazônia.

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