Um dos maiores expoentes da arquitetura brasileira do século XX, João Batista Vilanova Artigas, deixou marcas profundas na paisagem urbana do Amapá. Referência do modernismo e do brutalismo, o arquiteto assinou três importantes prédios públicos: o atual Comando da Polícia Militar, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) e a Escola Estadual Tiradentes


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A história dessas obras é marcada por contradições políticas. Artigas, militante do Partido Comunista Brasileiro e perseguido pela Ditadura Militar, teve seus projetos adquiridos durante a gestão do general Ivanhoé Gonçalves Martins, figura da linha dura do regime. O episódio revela como a necessidade de construir o Estado superou as divergências ideológicas da época

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Segundo o livro ‘As histórias da História do Amapá’, o fato ocorreu “como se o general, cujo cerne ideológico o colocava como adversário institucional do comunismo, tivesse reconhecido a urgência humanista de uma causa maior: a construção de um Estado que pudesse acolher seus cidadãos”

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Atualmente, as edificações são vistas como patrimônio coletivo da Amazônia. Enquanto o prédio da Polícia Militar é o mais preservado, a Escola Tiradentes sofreu alterações estruturais e a sede da Seinf, embora conserve suas características, ainda é pouco reconhecida como patrimônio cultural

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A valorização desse legado é defendida em pesquisas acadêmicas e no livro citado, que busca recuperar memórias esquecidas. Como destaca o senador Randolfe Rodrigues no prefácio, a obra “reconstitui a memória coletiva de um povo a partir daquilo que a história oficial deixou à margem”.
Com informações do Portal Amazônia.