Caixa atinge R$ 1 trilhão em crédito imobiliário com alta de 14%

A Caixa Econômica Federal alcançou um marco histórico em sua operação de crédito. O banco informou nesta quarta-feira (1º) que sua carteira de crédito habitacional atingiu a marca de R$ 1 trilhão. O montante representa um crescimento de 14,2% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

O principal motor desse avanço continua sendo o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que é responsável por 58,4% do valor total da carteira. O programa, que atende famílias de diversas faixas de renda, tem sido fundamental para expandir o acesso à moradia e impulsionar os números da instituição financeira.

Atualmente, a Caixa domina o setor, concentrando 68% de todo o mercado de crédito habitacional do Brasil. O banco mantém 7,9 milhões de contratos ativos, abrangendo 481 mil imóveis e beneficiando cerca de 1,44 milhão de pessoas em todo o território nacional.

A trajetória de crescimento é acelerada: em seis anos, a carteira de crédito imobiliário mais que dobrou. Em junho de 2020, o valor era de R$ 483,6 bilhões, saltando para R$ 1 trilhão em junho de 2026. Esse salto representa um aumento acumulado de aproximadamente 107%, com a incorporação de R$ 516 bilhões em novos financiamentos ao estoque do banco.

Um fator determinante para esses resultados foi a flexibilização no uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desde outubro de 2025, o governo federal passou a permitir que o saldo do fundo seja utilizado para auxiliar quem financiou imóveis entre 2021 e 2025, em contratos de até R$ 2,25 milhões.

Essa medida complementa a regra vigente desde 2009, que já autorizava a aplicação do FGTS no Minha Casa, Minha Vida para a composição da entrada, abatimento do saldo devedor ou quitação de parcelas.

Os dados do primeiro trimestre de 2026 confirmam a força do fundo: os financiamentos com recursos do FGTS cresceram 17,1%, superando os 9,1% de crescimento das operações concedidas com recursos próprios da Caixa.

Entre janeiro e março, a Caixa liberou R$ 64,2 bilhões em crédito habitacional. Desse total, R$ 38,6 bilhões foram provenientes do FGTS e R$ 25,6 bilhões de recursos próprios. Na prática, cerca de 60% de todo o valor financiado no período utilizou a base do fundo de garantia.

Com informações do G1

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