Paramount propõe concessões à União Europeia para compra da Warner Bros

A Paramount Skydance Corp apresentou formalmente à União Europeia (UE) um conjunto de medidas corretivas com o objetivo de destravar a compra da Warner Bros. Discovery. A transação, avaliada em US$ 110 bilhões, depende agora da aprovação dos órgãos reguladores europeus para ser concretizada.

As propostas foram reveladas em um documento regulatório divulgado nesta quarta-feira (1º). O objetivo da empresa é responder às preocupações de concorrência levantadas pela Comissão Europeia, que fiscaliza se a fusão de duas gigantes do entretenimento poderia prejudicar a competitividade do mercado e os consumidores.

Em nota oficial, a Paramount afirmou estar “confiante de que esta medida corretiva aborda de forma direta e abrangente quaisquer preocupações expressas na avaliação preliminar da Comissão Europeia e apoia o caminho para a aprovação em tempo hábil”.

A Comissão Europeia, que atua como a autoridade responsável pela aplicação das normas de concorrência na UE, manteve a política de sigilo e não forneceu detalhes específicos sobre quais seriam as concessões aceitas ou exigidas no momento.

No entanto, informações obtidas pela Reuters indicam que a Paramount pode propor o fim de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures. Essa medida visaria atenuar as preocupações antitruste manifestadas por exibidores de cinema europeus, que temem a concentração de poder na distribuição de obras nas telas.

Devido à complexidade da análise dessas novas medidas, a Comissão prorrogou o prazo para a decisão final, que passou de 7 de julho para 22 de julho.

Apesar de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos já ter aprovado o acordo, a operação ainda enfrenta obstáculos jurídicos no próprio país. Fontes indicam que estados como Califórnia e Nova Iorque estão preparando ações judiciais para bloquear a compra.

Além disso, o Reino Unido sinalizou na última terça-feira que poderá intervir no negócio. O governo britânico avalia o potencial impacto negativo da fusão sobre a produção de notícias, a programação voltada ao público infantil e a dinâmica dos serviços de streaming.

Com informações do G1

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