Um estudo socioambiental realizado pelo programa AmazonFACE em Manaus, Tabatinga e Carauari revelou que a degradação da floresta amazônica atinge de forma desproporcional as populações mais pobres. Enquanto famílias com segurança alimentar veem a floresta como espaço de lazer, ribeirinhos e indígenas em vulnerabilidade extrema dependem da coleta de alimentos silvestres e da pesca de subsistência para sobreviver.
A pesquisa, publicada no periódico Ecosystem Services, identificou que a situação de insegurança alimentar é mais grave em Tabatinga, classificada como “muito alta”, seguida por Carauari (média-alta) e Manaus (média). Para esses grupos, a natureza funciona como uma rede de segurança vital, tornando-os os primeiros e mais afetados pela destruição dos ecossistemas

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A ecóloga Ana Luísa de Carvalho Cruz, autora do artigo, destaca a importância desses dados para a gestão pública: “O estudo mostrou quais são os benefícios de que as pessoas mais precisam. Esse tipo de pesquisa ajuda a tornar políticas públicas mais eficazes, mais justas”.
O projeto AmazonFACE, liderado pela Unicamp e Inpa, utiliza torres de alumínio para simular o aumento de CO2 na atmosfera e entender como as mudanças climáticas impactam a biodiversidade e as pessoas. A iniciativa busca integrar a alta tecnologia de monitoramento com os saberes tradicionais de populações locais para aprimorar a governança climática na região.
Com informações do Portal Amazônia.