Samburá de abelha amazônica: estudo do Inpa revela potencial contra diabetes

A pesquisadora Kemilla Sarmento Rebelo, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi premiada internacionalmente pela International Bee Research Association (IBRA) por seu estudo sobre o “samburá”. O reconhecimento, concedido durante simpósio na Grécia, destaca a excelência científica no uso de produtos de abelhas sem ferrão.

O estudo pré-clínico é pioneiro ao demonstrar que o samburá — conhecido como o pólen das abelhas sem ferrão — é capaz de reduzir a glicemia de jejum e modular bactérias específicas do intestino em modelos de obesidade. “A modificação da microbiota intestinal foi associada à melhoria do metabolismo sistêmico da glicose, indicando grande potencial do samburá para uso por pessoas com diabetes”, explica Kemilla

pesquisadora kemilla rebelo - abelhas sem ferrão da amazônia - samburá
Foto: Érico Xavier/Fapeam

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Para a docente do Programa de Pós-Graduação em Agricultura no Trópico Úmido do Inpa, a premiação incentiva a exploração de produtos nativos ainda pouco conhecidos. “Não tem muitas pesquisas sobre o samburá, embora a gente tenha mais de 500 espécies de abelhas sem ferrão no mundo todo. O potencial é enorme aqui na Amazônia!”, comemorou a pesquisadora.

Kemilla, que possui trajetória consolidada na UFAM e formação com passagens pela Unicamp e Universidade de Copenhague, contou com o apoio da Fapeam em sua jornada. Atualmente, o Inpa mantém uma coleção viva de abelhas sem ferrão para fomentar pesquisas em nutrição, saúde e bioeconomia na região.

Com informações do Portal Amazônia.

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