A chegada do verão amazônico, marcada pela redução das chuvas e temperaturas elevadas, exige atenção redobrada com a saúde. Especialistas do Complexo Hospitalar da UFPA alertam que o cenário, agravado pela influência do El Niño, aumenta os riscos de desidratação, crises respiratórias e problemas de pele na Região Norte.
A variação brusca entre o calor externo e ambientes climatizados pode agravar rinites e sinusites. O otorrinolaringologista Henderson Cavalcante recomenda a limpeza de ar-condicionados e hidratação constante, pois “a boa hidratação permite que as mucosas do nariz e da garganta mantenham sua função de barreira natural contra microrganismos”.

O lazer em rios e praias também requer cautela. O infectologista Julius Monteiro alerta para o risco de doenças transmitidas por alimentos mal conservados no calor, recomendando o uso de recipientes térmicos e a preferência por bebidas industrializadas, já que “não é possível garantir a origem da água utilizada no preparo” de sucos e gelos de rua.
Na dermatologia, o foco é combater brotoejas, micoses e queimaduras. A médica Rossana Veiga orienta secar bem as dobras do corpo após banhos de rio e reaplicar o protetor solar a cada duas horas. “O calor associado à umidade faz com que o suor permaneça por mais tempo sobre a pele, favorecendo brotoejas e irritações”, explica a especialista.
A população deve buscar atendimento médico imediato em casos de dificuldade para respirar, febre prolongada, diarreia com sinais de desidratação ou queimaduras solares extensas. A vacinação em dia e a higienização das mãos continuam sendo as principais defesas contra vírus respiratórios em locais de grande circulação.
Com informações do Portal Amazônia.